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Historicamente, os guindastes fabricados até a primeira metade da década de 1990, comumente os quadrantes operacionais dos guindastes são diretamente responsáveis pela direção da lança em uma operação, podendo variar o ponto de apoio e com isso gerar alteração das distancias mudando a estabilidade do guindaste.

Com isso, um guindaste pode ter tabelas de cargas diferentes em função deste deslocamento direcional da operação, havendo tabelas de carga especificas para trabalhos frontais, laterais e traseiras. Nesta mesma década vinha surgindo a evolução das tabelas de carga com utilização direcional em 360°, para eliminar a ideia de quadrantes operacionais com uso de tabela de carga específica, simplificando para as operadoras o planejamento e execução, garantindo maior segurança evitando assim confusões em função de quadrantes operacionais evitando acidentes. 

A tecnologia que vem sendo embarcada nos guindastes modernos evolui a cada dia, o monitoramento e bloqueio de ações através do LMI (Limit Moment Indicator) dos equipamentos, permite que a exploração das tabelas de carga através das capacidades de içamento sejam melhoradas a cada dia. 

Os estudos dos quadrantes dos guindastes trouxeram o lançamento das tecnologias Vario Base do fabricante LIEBHERR e o Smart Chart do fabricante TADANO, e esperamos que logo mais estes estudos influenciem outros fabricantes a também embarcarem nestas tecnologias. 

Ambas as tecnologias apostam no estudo do quadrante através do posicionamento das patolas e o ângulo de trabalho da mesa de giro, criando assim um momento personalizado e uma tabela específica para cada ângulo de trabalho. 

A LIEBHERR, por meio do sistema Vario Base, permite que os outrigger do guindaste trabalhem em qualquer posição e sem a aplicação do pino de trava do outrigger, isso será reconhecido pelo LMI sem que o operador tenha que informar, evitando assim os “by-pass” do sistema, criando uma tabela de carga específica para cada configuração de patolamento, sendo limitado o seu giro, raio e capacidade de acordo com esta configuração.

A TADANO, por sua vez, usando o Smart Chart, também permite que os outrigger do guindaste trabalhem em qualquer posição e sem a aplicação do pino de trava do outrigger, gerando uma tabela personalizada momento a momento do quadrante operacional. O sistema também entrega um ganho de capacidade dos seus modelos quando o giro está sobre os estabilizadores, explorando o melhor ponto de apoio e estabilidade, entregando, assim, ao operador uma tabela melhor neste momento. Ou seja, quando o içamento ocorre na direção do estabilizador, este momento apoio é o mais distante da mesa de giro e dos contrapesos, gerando maior estabilidade ao sistema, permitindo a melhor entrega de capacidade de carga e sendo monitorada pelo sistema LMI e bloqueada quando necessário.

Como medidas de segurança os outrigger devem ser sempre travados através dos pinos de trava quando trabalhados nas posições indicadas: 0%, 50% e 100%.

Aguardamos sempre novas tecnologias e torcemos para que o mercado de movimentação de cargas cresça em nosso país de maneira consciente e sustentável, para que estas tecnologias cheguem cada vez mais aos operadores trazendo segurança, produtividade e inteligência de rigging. 

Pense como um todo, pense All Lift.

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